“Em todas as gerações, cada pessoa deve sentir-se como se ela própria tivesse saído do Egito”.
Esta frase que lemos na mesa do Seder, nas noites de 23 a 24 de abril, afirma que devemos considerar Pessach como uma época de libertação pessoal, que cada judeu deve ver nesta comemoração a ocasião de sua própria redenção.
Mais ainda, Pessach não é um acontecimento que ocorreu no passado, séculos atrás, mas sim uma força redentora em nossos dias. A implicação é que o Êxodo do Egito é uma experiência vivida por todos nós e faz parte da história existencial, individual, de cada judeu.
Meus amigos: o Egito não é apenas um ponto no mapa, um país; é um estado de espírito. O Êxodo não é apenas um evento histórico, mas uma possibilidade sempre atual. O Egito dos tempos bíblicos representa todas as forças que escravizam o homem. E toda vez que o homem consegue se libertar destas forças, ele vivencia um novo Êxodo.
Um rabino observou que a palavra hebraica Mitzraiym (Egito) vem da mesma raiz que Metzonm , literalmente “lugares estreitos”. A essência do Egito é a estreiteza da vida. Tudo que restringe e limita nossa visão constitui um “Egito”. Pessach é a hora de nos libertarmos deste Mitzrayim. Nesta época do ano, quando celebramos nossa liberdade, cada um de nós deve se perguntar: “Qual é o meu Egito particular? O que é que constringe e obstrui minha própria vida?” São muitos os Egitos que nos oprimem: ambição excessiva, inveja, materialismo, o apego ao status quo , para citar apenas alguns. Mais difícil que retirar o judeu do Egito é retirar este Egito de dentro do judeu.
Que Pessach traga para cada um de nós o êxodo de seu Egito interior. E que possamos alargar e engrandecer nossa vida em serviço à nossa família, à nossa comunidade, ao nosso povo e à nossa fé.
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Jesus Cristo era judeu. Os judeus, mesmo em épocas diferentes, comemoram a Páscoa como um momento de Redenção
Pessach (do hebraico פסח, ou seja, passagem), também conhecida como Páscoa judaica, é o nome do sacríficio executado em 14 de Nissan segundo o calendário judaico e que precede a festa dos pães ázimos (Chag haMatzot). Geralmente o nome Pessach é associado a esta festa também, que celebra e recorda a libertação do povo de Israel do Egito, conforme narrado no livro de Shemot (Êxodo).