sábado, 3 de julho de 2010

A GORJETA

Um menino muito humilde entrou na lanchonete e sentou-se a uma mesa. Logo uma gorçonete aproximou-se e de forma áspera perguntou se ele queria um copo de água. Timidamente agradeceu e perguntou: - Quanto custa um sundae? - Dois reais - respondeu a gorçonete. O menino puxou algumas moedas do bolso e começou a contá-las. - Bem, quanto custa o sorvete simples? A essa altura, mais pessoas aguardavam por uma mesa, e a gorçonete, perdendo a paciência, respondeu de maneira brusca: - Um real e cinquenta centavos! O menino, mais uma vez , contou as moedas. - Então vou querer o sorvete mais simples. A garçonete trouxe o sorvete simples e a conta, colocou tudo na mesa e se afastou . O menino acabou o sorvete , pagou a conta no caixa e saiu. Quando a gorçonete voltou para arrumar a mesa onde havia estado o menino, ela começou a chorar silenciosamente à medida que limpava . Ali , ao lado da taça vazia, encontrou cinco moedas de dez centavos. O menino preferiu não pedir o sundae para poder deixar uma gorjeta para a garçonete.

A PORTA

Numa terra em guerra, havia um rei muito severo . Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro , na qual haviam gravadas figuras pavorosas de caveiras cobertas por sangue. Nesta sala. ele os fazia ficar em círculo e então dizia: - Vocês podem escolher morrerem flechados por meus arqueiros ou passarem por aquela porta e lá serem trancados. Todos os que por ali passavam , escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao término da guerra, um soldado, que por muito tempo servira o rei, perguntou-lhe: - Senhor, o que existe por trás daquela assustadora porta? - Vá e veja você mesmo. O soldado então abre a porta devagar e percebe que, à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que , totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo à liberdade. O soldado, admirado, apenas olha seu rei que diz: - Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta. Muitas vezes , preferimos morrer um pouco, a cada dia, em nossa vida cômoda e limitada, a arriscar abrir a porta do desconhecido que nos poderá levar à novos horizontes.