domingo, 18 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
A GORJETA
Um menino muito humilde entrou na lanchonete e sentou-se a uma mesa.
Logo uma gorçonete aproximou-se e de forma áspera perguntou se ele queria um copo de água.
Timidamente agradeceu e perguntou:
- Quanto custa um sundae?
- Dois reais - respondeu a gorçonete.
O menino puxou algumas moedas do bolso e começou a contá-las.
- Bem, quanto custa o sorvete simples?
A essa altura, mais pessoas aguardavam por uma mesa, e a gorçonete, perdendo a paciência, respondeu de maneira brusca:
- Um real e cinquenta centavos!
O menino, mais uma vez , contou as moedas.
- Então vou querer o sorvete mais simples.
A garçonete trouxe o sorvete simples e a conta, colocou tudo na mesa e se afastou . O menino acabou o sorvete , pagou a conta no caixa e saiu.
Quando a gorçonete voltou para arrumar a mesa onde havia estado o menino, ela começou a chorar silenciosamente à medida que limpava . Ali , ao lado da taça vazia, encontrou cinco moedas de dez centavos.
O menino preferiu não pedir o sundae para poder deixar uma gorjeta para a garçonete.
A PORTA
Numa terra em guerra, havia um rei muito severo . Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro , na qual haviam gravadas figuras pavorosas de caveiras cobertas por sangue. Nesta sala. ele os fazia ficar em círculo e então dizia: - Vocês podem escolher morrerem flechados por meus arqueiros ou passarem por aquela porta e lá serem trancados. Todos os que por ali passavam , escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao término da guerra, um soldado, que por muito tempo servira o rei, perguntou-lhe: - Senhor, o que existe por trás daquela assustadora porta? - Vá e veja você mesmo. O soldado então abre a porta devagar e percebe que, à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que , totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo à liberdade. O soldado, admirado, apenas olha seu rei que diz: - Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta. Muitas vezes , preferimos morrer um pouco, a cada dia, em nossa vida cômoda e limitada, a arriscar abrir a porta do desconhecido que nos poderá levar à novos horizontes.
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